• 25/06/2020

    Makro Engenharia mantém atuação de excelência para superar a crise


    FONTE: Karen Feldman Cohen, editora do Jornal SINDIPESA            


     

    Movida pelo ideal de criar soluções eficazes e seguras que atinjam os objetivos específicos de cada cliente, a Makro Engenharia alia sua tradição de mais de 30 anos a uma frota moderna, dotada de tecnologia de ponta e profissionais qualificados, sendo referência no mercado de engenharia de movimento.

     

    A empresa realiza operações de içamento e transporte de cargas, armazenamento e logística. Com o know-how adquirido nesse período, atua fortemente nos principais projetos dos segmentos de Mineração; Petroquímica; Energia (eólica, hidrelétrica, termelétrica); Siderurgia; Refinaria; Metalurgia; Cimenteira; Papel e Celulose; Operações Portuárias (on-shore/off-shore).

     

    Diante da pandemia do COVID-19, a primeira ação da Makro foi montar um comitê de crise multidisciplinar, onde diariamente se reúne para discutir os impactos e a ações a serem tomadas. De acordo com David Rodrigues, CEO da Makro, a empresa já era adepta à ferramenta do Zoom para conectar suas filiais e projetos, portanto, essa transição foi mais fácil. “É incrível ver como nosso time se adaptou rápido a esse novo modelo de gestão, virtualmente conectado. Atualmente, já estamos discutindo o protocolo de retorno, uma vez que alguns estados que atuamos estavam de lockdown, como Ceará, Maranhão e Pará”, afirma Rodrigues.

     

    O comitê lançou o primeiro protocolo de cuidados para as operações logo na primeira semana e vem sendo atualizado semanalmente. Como a empresa possui clientes em diversos setores, teve que adaptar esses protocolos para as necessidades de cada segmento. Na segunda semana, produziram um vídeo para treinamento da equipe operacional, desde a saída de casa até sua atuação durante a jornada de trabalho. “Essa foi uma ideia do comitê para tornar mais acessível e de forma mais lúdica as melhores práticas para nossa equipe do campo”, explica Rodrigues.

     

    De acordo com o executivo, a pandemia só veio a agilizar a evolução digital da empresa. “Já vínhamos a mais de cinco anos investindo numa plataforma de gestão digital, onde implementamos o Makro Mobilie (plataforma operada via celular que centralizou todas as etapas da nossa jornada: mobilização, contrato, medição, logística, manutenção, inspeção, blitz de segurança dentre outros), o Makro Academy (plataforma própria de treinamento via nosso aplicativo onde fazemos grande parte de nossas capacitações via EAD) e o CCO, nosso centro de controle operacional que monitora 24 horas nossa frota em todos os projetos”, comenta Rodrigues.

     

    Com relação aos impactos da crise em seu negócio, a Makro afirma que no primeiro momento ficaram muito apreensivos com o potencial impacto. Por isso, o comitê criou três cenários para seu fluxo de caixa, imaginando o que poderia acontecer e já definiu planos de ação para cada um deles. “Como alguns setores que atuamos não paralisou por os governos entenderem que eram fundamentais, tivemos um impacto menor que imaginávamos”, ressalta Rodrigues.

     

    Porém, o executivo lembra que o setor já vem desde 2015 sofrendo muito com uma crise, onde o preço médio e as taxas de ocupação estão bem abaixo do mínimo necessário, e esse seria um ano de retomada. “Pelo visto, vamos ter que aguardar mais algum tempo para o setor sair desse cenário de crise”.

     

    O ritmo de trabalho aumentou, muito ao contrário do que se imaginava no início, pois a todo tempo a empresa recebe demandas novas pelos efeitos da contaminação e mudanças nas frentes de serviço. “Um fato interessante é que com as ferramentas de vídeo conferência estou mais conectado do que antes com as minhas equipes, pois antes aguardávamos uma reunião mensal ou uma visita a uma filial ou obra para ter uma conversa, um alinhamento com um gestor, e agora fazemos isso quase que diariamente de forma virtual”, lembra Rodrigues.

     

    Sobre os impactos financeiros, a empresa afirma que, devido a alguns contratos que iriam iniciar e foram postergados, e outros paralisados, e a problemas logísticos por barreiras em algumas cidades com o transporte de nossos equipamentos, houve uma alteração.

     

    Apesar de o setor estar passando por anos de recessão, a Makro investiu R$ 26 milhões em 2019 para atender alguns contratos e renovação de frota. Também vendeu alguns equipamentos para dar suporte a esses investimentos e reforçar o caixa da empresa. Para 2020, a empresa paralisou todos os investimentos e a meta é performar os contratos vigentes, para ganhar eficiência e segurar o caixa.

     

    Rodrigues afirma que a empresa está avaliando e aplicando as MPs que o governo disponibilizou em baixa escala, uma vez que até o momento não foi tão atingida. “Essa é uma crise completamente diferente de todas dos últimos 100 anos, pois é uma crise humanitária, com consequências socioeconômicas. Somado a isso, temos uma crise econômica que ainda é imensurável, pois mesmos nos países que já estão superando, a economia não voltou e o desemprego é recorde. Esse cenário está levando à violência e ainda, no Brasil, somamos com a questão política. São vários os fatores que tornam essa crise única. Ainda é cedo para entendermos o real impacto dela”.

     

    A empresa atua com base em cinco pilares – cliente, gente, ativo, resultado e segurança - e orienta diariamente seus colaboradores neste sentido. “Orientamos eles a cuidar continuamente desses pilares, que são a razão do nosso sucesso. Para cada pilar temos ações, campanhas e metas claras para cada colaborador e eles são avaliados periodicamente. Com esse alinhamento, superamos todos os desafios e com certeza vamos superar esse momento também”.

     

    Para Rodrigues, tem sido um desafio atuar nesta crise, mas também uma oportunidade de crescimento e muito aprendizado pessoal e profissional. “No lado pessoal, nossa família sempre foi muito engajada em ações sociais, apoiamos alguns grupos, somos parte de um movimento da igreja católica, chamado Amare, focado na família e, nesse momento, temos (eu, meus irmãos e nossos pais) investindo uma boa parte do nosso tempo para ajudar várias comunidades que estão em situações bastante delicadas. Por meio do Amare, temos servido de ponte entre a sociedade privada e governo para arrecadar alimentos e remédios, levando diretamente a essas comunidades. Temos a crença que essa crise não será resolvida apenas pelo governo e sim pela sociedade organizada e estamos tentando fazer nossa parte”, garante Rodrigues.

     

    Para finalizar, Rodrigues lembra uma frase de Winston Churchill, na qual tem refletido bastante: “Nunca desperdice uma boa crise”. “Tenho procurado me inspirar e fazer o melhor nessa crise, para que no final possamos estar seguros de que fizemos o melhor como líderes e como comunidade.”, finaliza.

     

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