• 11/10/2018

    CNT defende criação de programa nacional de renovação de frota de veículos pesados


    FONTE: CNT            

     

    Assim como vários segmentos econômicos, a atividade transportadora tem participação na emissão de poluentes atmosféricos no país, principalmente devido à infraestrutura inadequada, à falta de integração entre os modais e à inexistência de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável do país. No documento “O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT aos Candidatos”, entregue aos presidenciáveis, a Confederação elenca ações necessárias para reduzir os impactos do setor ao meio ambiente.

     

    Na avaliação da CNT, é essencial a criação de um programa nacional de renovação de frota de veículos pesados, com taxa de financiamento diferenciada, que retire de circulação veículos com mais de 20 anos de uso. Por exemplo, entre os caminhões pesados dos autônomos, que possuem peso bruto total entre 8 e 29 toneladas, a idade média de 23,4 anos. Esse tipo de veículo consome mais combustível, é mais poluente e apresenta menos segurança para o condutor.

     

    No trabalho, a CNT aponta que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, conciliada com um processo de reciclagem automotiva, é uma solução vantajosa que gera insumos proveitosos para diversas cadeias produtivas, incluindo aço, borracha, vidro e plásticos, além de gerar novas oportunidades de emprego e renda para a população.

     

    Outra proposta diz respeito à estruturação de um Programa Nacional de Eficiência Energética orientado para o transporte rodoviário de carga, com ações como: inspeções ambientais veiculares, treinamento de condução econômica, implantação de tecnologias veiculares limpas, entre outras práticas sustentáveis.

     

    “O modal rodoviário tem grande participação na movimentação de cargas e de passageiros no país. Por isso, a melhoria do desempenho ambiental desse segmento é estratégica tanto para a economia quanto para a sustentabilidade da atividade transportadora”, pondera Bruno Batista, diretor-executivo da CNT.

     

    Na visão dele, também é essencial instituir políticas que permitam a integração, aumentando a participação de outros modais na matriz de transporte nacional. No documento elaborado pela CNT, são apresentadas soluções para ampliar a capacidade existente e estimular a migração das cargas das rodovias para as ferrovias e hidrovias, que são menos poluentes.

     

    As propostas da Confederação ainda detalham a utilização de biocombustíveis. Nesse sentido, a CNT apoia a evolução gradativa da mistura do biodiesel ao diesel fóssil rodoviário e ferroviário, atualmente em 10%. No entanto, acredita que é imprescindível que o processo esteja associado à inovação tecnológica orientada à eficiência energética. Para o transporte aéreo, a CNT defende o desenvolvimento de uma Política Nacional de Bioquerosene de Aviação.

     

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