• 07/08/2018

    Próximo governo tem que priorizar infraestrutura e logística


    FONTE: Revista Globo Rural                

     

    “Como um grande exportador mundial não tem um sistema de infraestrutura adequado para escoar sua produção?” Essa foi uma das perguntas do embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Sergio Amaral, à plateia do 17º Congresso Brasileiro do Agronegócio, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio. O evento acontece em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (6/8).“Como um grande exportador mundial não tem um sistema de infraestrutura adequado para escoar sua produção?” Essa foi uma das perguntas do embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Sergio Amaral, à plateia do 17º Congresso Brasileiro do Agronegócio, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio. O evento acontece em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (6/8).



    Ao comentar a questão, Amaral explicou que um dos desafios internos do agronegócio brasileiro é superar a deficiência da infraestrutura e da logística. “Em 1930, tínhamos 30 mil quilômetros de ferrovias no nosso território. Hoje, estamos na mesma, se é que esse número não diminuiu por obsolescência”, disse o embaixador. “Por isso, a prioridade número 1 do próximo governo brasileiro tem de ser a infraestrutura e a viabilização do transporte para o agro”. Outro entrave para o setor no Brasil seria o excesso de regulamentação, apontou.



    Em relação ao comércio externo, Amaral garantiu que o Brasil tem grandes oportunidades para crescer como exportador. “Temos vantagens: muita água, terra, e know how para produzir em um país tropical. Somos candidatos naturais para atender o aumento da demanda mundial por alimento”, disse.



    Casa em ordem



    Ao comentar a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, Amaral indagou se o Brasil assistiria à revolução agrícola, da tecnologia e do comércio mundial como espectador ou como detentor do know how e da tecnologia. “Se não atuarmos dessa maneira, ficaremos de fora, apenas com uma margem do mercado”.



    O desafio a curto para isso, segundo ele, é “colocar a casa em ordem”, fazendo referência aos entraves para o setor agrícola no Brasil. A médio prazo, alerta, é preciso se preparar para o salto da internacionalização do comércio. “Entre outras coisas, é preciso estar pronto para exportar tecnologia e deter o know how da produção”.

     

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