• 01/08/2018

    Estivadores entram em greve e ocupam navio no Porto de Santos


    FONTE: G1     

     

    Os estivadores avulsos e vinculados de Santos, no litoral de São Paulo, iniciaram uma greve de três dias nesta quarta-feira (1º), sendo de seis horas no cais público e de 72 horas para os terminais especializados de contêineres. Por conta da greve, os motoristas encontram lentidão nos acessos ao Porto de Santos. Os manifestantes bloquearam a entrada do terminal da Libra.

     

    A paralisação dos cerca de 2.500 trabalhadores foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (26). De acordo com os manifestantes, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) não respondeu às reivindicações dos estivadores e jogou a negociação deste ano para a data-base de 2019. A categoria diz que não está conseguindo negociar com o Sopesp.

     

    Durante a manifestação, os estivadores entraram no terminal da empresa Libra e subiram a bordo de um dos navios atracados. "Temos trabalhadores e diretores a bordo de navios atracados pois recebemos denúncias de que mesmo sem estivadores, eles continuavam operando. Estavam usando mão de obra irregular", explica o diretor do Sindicato dos Estivadores de Santos, Sandro Olímpio da Silva, o Cabeça. Para garantir a segurança do local, a Polícia Federal e Guarda Portuária foram acionadas.

     

    O diretor do sindicato afirma que, se não houver um acordo, a greve pode se estender por tempo indeterminado. Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), até o momento, o movimento de protesto do Sindicato dos Estivadores concentra-se no terminal da Libra, com a suspensão das operações em uma embarcação. Em terra e nos demais terminais do Porto de Santos as operações seguem normalmente, sem registro de congestionamentos ou interferências. Alguns navios que operam granéis sólidos encontram-se inoperantes devido à chuva.

     

    Em nota, o Sopesp informou que encaminhou ofício à Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (CESPORTOS), comunicando a greve para que sejam tomadas as providências que se fizerem necessárias. Além disso, se configurada a greve, as empresas da Câmara de Cais Público do SOPESP proporão no Tribunal Regional do Trabalho o dissídio coletivo de greve, objetivando a retomada imediata das operações no Porto de Santos.

     

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    No dia 26 de fevereiro, os estivadores realizaram uma passeata pelas ruas do Centro da cidade cobrando negociações sobre a campanha salarial com data-base em março. Na passeata, os trabalhadores avulsos pediam, além da garantia da data-base, recomposição salarial, adicionais, plano de saúde e odontológico, entre outros.

     

     

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