• 29/05/2018

    Setor industrial prevê graves consequências para a economia com a continuação de movimento grevista


    FONTE: FIEMG.          

     

    Prejuízos de terça a domingo da última semana chegaram a valores próximos a R$ 7 bilhões.

    A greve dos caminhoneiros já afeta toda a indústria mineira, com consequências graves para a sociedade. De uma forma geral, após oito dias de paralisação a indústria mineira está parada em quase todos os setores e cadeias produtivas. Para o presidente do Sistema FIEMG, Flávio Roscoe, a continuação da greve acarreta um grande risco de ruptura institucional, uma vez que a sociedade tende para o descontrole com a crise de desabastecimento e não há, no momento, ações efetivas das lideranças políticas.

    Após a crise dos combustíveis causada pela greve dos caminhoneiros, Roscoe aponta que o quadro pode se tornar ainda mais caótico para Minas Gerais e para o Brasil. Segundo o novo presidente da FIEMG, vários setores industriais como o alimentício, mineração, máquinas e equipamentos, além de outros setores como o financeiro, sofrerão graves impactos com a continuação da paralisação.

    Alguns setores já pararam em mais 80% das empresas, como alimentos, que representa 17% do Valor da transformação Industrial (VTI), e 16% dos empregos diretos na indústria. Outros exemplos são as indústrias de veículos automotores e autopeças, 7,5% do VTI e 5% dos empregos; Mineração, 16,6% do VTI e 5,6% dos empregos; Metalurgia e siderurgias não integradas, 15% do VTI e 5,5% dos empregos; Máquinas e equipamentos (inclusive elétricos/eletrônicos), 4,0% do VTI e 4,5% dos empregos e Têxteis e confecção: 3,0% VTI e 9,0% dos empregos.

    Em Minas Gerais, de terça a domingo da última semana, as perdas estimadas somam valores próximos a R$ 7 bilhões na economia e de cerca de R$ 2 bilhões na indústria. A estimativa de perda no recolhimento de ICMS atingirá R$ 491,6 milhões na economia, dos quais 302,8 milhões no setor industrial. Em termos percentuais, o prejuízo estimado tem um impacto sobre a economia mineira próxima de 1% do PIB.

    Na indústria de alimentos e medicamentos, entre outros setores, o prejuízo é maior, pois não se trata apenas da parada da produção e das vendas, mas da perda total de insumos ou dos produtos finais, dado sua constituírem produtos perecíveis. “Outro problema gerado pela greve está instalado naquelas indústrias de ciclo longo de produção,” comenta Roscoe.

    Ele ainda completa, “a indústria alimentícia é um dos casos de que para repor o que está sendo perdido, não basta que os caminhões voltem a circular. Os animais que seriam comercializados agora e morreram precisam de tempo para serem repostos, por exemplo. Assim como em vários outros setores que demandarão tempo para se estabilizar,” pontua.

    Além de prejudicar a produção e seu escoamento, a continuidade do movimento grevista prejudica o faturamento das empresas. “A greve gera reflexos na capacidade de pagamentos dos compromissos junto aos fornecedores e funcionários. Especialmente as pequenas empresas são as mais prejudicadas, pois não tem capacidade financeira para suportar mudanças não planejadas em seu fluxo de caixa”, salienta Flávio Roscoe.

    O empresário ainda aponta algumas saídas de curto a longo prazo causados pela greve e por suas consequências. Para ele, é imprescindível que os Governos em seus variados níveis garantam primeiramente o desbloqueio das rodovias, a garantia do abastecimento de combustíveis para a população e empresas, além da revisão da política de preços da Petrobrás, que vem gerando insegurança no mercado.

    Aliado a isso, ele entende que é necessário discutir medidas e modais que diminuam a dependência brasileira do transporte rodoviário, conjuntamente com a discussão ampla a respeito do tamanho do Estado e da qualidade dos serviços prestados por ele.

     

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