• 05/04/2017

    Governo espera um PIB de 3,5% a 4% para 2017 ao concluir as reformas, diz Meirelles a investidores


    Durante evento ontem em São Paulo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles disse a investidores e executivos, sobre a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para os próximos anos.
     
    “A nossa expectativa é que, fazendo todas as reformas necessárias, teremos algo entre 3,5% e 4% de crescimento do potencial do PIB, aquilo que o país é capaz de crescer sem inflação. Falamos de um crescimento médio nos próximos anos com todas as reformas feitas – a boa notícia é que esperamos concluir essas reformas todas ainda em 2017”, afirmou.
     
    Meirelles participou do Brazil Investiment Forum – com o tema Perspectivas na Economia em 2017 e Reformas Recentes. Ele também falou sobre a expectativa para a queda dos juros. “O mercado, de fato, prevê uma queda substancial da taxa de juros, que é o resultado da queda da inflação, mas evidentemente o Banco Central faz um bom trabalho de análise técnica.”
     
    A expectativa do ministro é que o país retome a trajetória de crescimento. “O país está voltando a crescer e, em consequência, a taxa de juros estrutural da economia, que é diferente da Selic (taxa básica de juros), está caindo. O que importa de fato é a taxa de juros estrutural, que é o custo Brasil.”
     
    Meirelles aposta na aprovação da reforma da Previdência e disse que tem conversado com os aliados do governo sobre o assunto. “É importante que se aprove a reforma [da Previdência] porque senão o Orçamento público ficará cada vez mais ocupado pela Previdência. As possibilidades de aprovação são muito grandes, eu tenho feito um trabalho intenso com parlamentares, com a Comissão Especial da Previdência, com a bancada de todos os principais partidos, e acredito que o ambiente é, cada vez mais, de uma consciência maior de que é necessário [aprovar a reforma] para a realidade do país.”
     
    As manifestações e mobilizações dos movimentos sociais contra as reformas não preocupam o ministro. “O debate é normal, positivo, faz parte da democracia, ainda bem. O governo está trabalhando na divulgação intensa, mostrando à população a necessidade da reforma”, disse Meirelles.
     
    O ministro também defendeu a lei que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. “A experiência internacional mostra com clareza que a maior flexibilização das leis trabalhistas gera crescimento do emprego e da renda e em consequência bem-estar dos trabalhadores”.

    Agência Brasil - DF
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