• 15/03/2017

    Tipos de Lubrificantes – óleo*


    Podemos também definir a lubrificação como a separação de dois elementos mecânicos em movimento. Isso vale também para uniões sob pressão (parafusos), que mesmo paradas, sofrem micro movimentos (vibrações), gerando assim, atrito e desgaste.

    Tudo e qualquer desgaste pelo contato físico decorrente de algum tipo de movimento relativo entre componentes pode ser tratado como um problema de lubrificação.

    Na indústria de maneira geral o mais comum é utilizar a lubrificação com o propósito de prevenir o contato metálico direto entre os corpos rolantes e as pistas (rolamentos). Isto se consegue através da formação de uma película fina de óleo ou graxa sobre as superfícies de contato. Entretanto, para os rolamentos/engrenamentos a lubrificação tem as seguintes vantagens:

    • Redução do atrito e do desgaste
    • Dissipação do calor por atrito
    • Aumento da Vida útil
    • Prevenção da oxidação
    • Proteção contra elementos nocivos

     Para alcançar os efeitos mencionados acima, deve ser selecionado o método de lubrificação mais eficiente para as condições de funcionamento.

    Adicionalmente, a escolha de um lubrificante confiável e de boa qualidade é de fundamental importância.

    Outro requerimento, é o tipo efetivo de estrutura vedante que previna a invasão de elementos nocivos (pó, água, etc.) para o interior do sistema e que remova poeira e outras impurezas do lubrificante, além de prevenir a fuga de lubrificante para o exterior.

    Tipos de lubrificantes

    Para a lubrificação de qualquer elemento de máquina precisamos em primeiro lugar definir quais tipos de lubrificantes vamos aplicar.

    Para facilitar a escolha mais adequada precisamos sempre saber em primeiro lugar, qual vai ser o ambiente onde a temperatura, velocidade ou rotação, dificuldade de acesso, presença de contaminantes são determinantes na escolha do lubrificante

    De modo geral podemos escolher entre 4 tipos de lubrificantes:

    • Lubrificantes oleosos,
    • Lubrificantes graxosos
    • Lubrificante pastoso
    • Lubrificante seco

    Óleos Lubrificantes

    Óleos minerais

    São usados como lubrificantes com uma adequada viscosidade, originados de petróleos crus e beneficiados através de refinação. As propriedades e qualidades destes lubrificantes dependem da proveniência e da viscosidade do petróleo cru.
    Quando falamos em óleos minerais temos de distinguir três tipos:

    Óleo mineral de base naftênico

    Enquanto os hidrocarbonetos parafínicos formam em sua estrutura molecular correntes, os naftênicos formam em sua maioria ciclos. Os naftênicos em geral são usados, quando necessitamos produzir lubrificantes para baixas temperaturas.
    Desvantagem dos naftênicos é sua incompatibilidade com materiais sintéticos e elastômeros.

    Óleo mineral de base parafínico

    O nome ¨Parafina¨, de origem Latin, indica, que estas ligas químicas são relativamente estáveis e resistentes e não podem ser modificadas facilmente com influências químicas.
    Sendo assim as parafinas tendem a não oxidar em temperaturas ambientes ou levemente elevadas. Nos lubrificantes eles são partes resistentes e preciosos, que não ¨envelhecem¨ ou somente oxidam de forma lenta.
    Contém em sua composição química hidrocarbonetos de parafina em maior proporção, demonstra uma densidade menor e é menos sensível a alteração de viscosidade/temperatura.
    A grande desvantagem é seu comportamento em temperaturas baixas: as parafinas tendem
    a sedimentar-se.

    Óleo mineral de base misto

    Para atender as características de lubrificantes conforme necessidade e campo de aplicação
    a maioria dos óleos minerais é misturada com base naftênico ou parafínico em quantidades
    variados.

    Óleos sintéticos

    São, ao contrário dos óleos minerais, produzidos artificialmente. Eles possuem, na maioria das vezes, um bom comportamento de viscosidade-temperatura com pouca tendência de coqueificação em temperaturas elevadas, baixo ponto de solidificação em baixas temperaturas, alta resistência contra temperatura e influências químicas. Quando falamos em óleos sintéticos temos de distinguir cinco tipos diferentes:

    Hidrocarbonetos sintéticos

    Entre os hidrocarbonetos sintéticos destacam-se hoje com maior importância de um lado os polialfaoleofinas (PAO) e os óleos hidro craqueados. Estes óleos são fabricados a partir de óleos minerais, porém levam um processo de sintetização, o qual elimina os radicais livres e impurezas, deixando-os assim mais estável a oxidação. Também se consegue através desde processo um comportamento excelente em ralação a viscosidade-temperatura. Estes hidrocarbonetos ¨semissintéticos¨ atingem IV (Índices de Viscosidade) até IV= 150.

    Poliolésteres

    Para a fabricação de lubrificantes especiais, fluidos de freios, óleos hidráulicos e fluidos de corte
    os poli-alquileno-glicóis, miscível ou não miscível em água tem hoje cada vez mais importância.

     Diésteres

    São ligações entre ácidos e álcoois através da perda de água. Certos grupos formam óleos de éster
    que são usados para a lubrificação e, também, fabricação de graxas lubrificantes. Os diéster estão hoje aplicados em grande escala em todas as turbinas da aviação civil por resistir melhor a altas e baixas temperaturas e rotações elevadíssimas. Dos óleos sintéticos eles tem o maior consumo mundial.

    Óleos de silicone

    Os silicones destacam-se pela altíssima resistência contra temperaturas baixas, altas e envelhecimento, como também pelo seu comportamento favorável quanto ao índice de viscosidade. Para a produção de lubrificantes destacam-se os Fenil-polisiloxanes e Methil-polisiloxanes. Grande importância tem os Fluorsilicones na elaboração de lubrificantes resistentes a influência de produtos químicos tais como solventes, ácidos etc.

    Poliésteres Perfluorados

    Óleos de flúor- e fluorclorocarbonos tem uma estabilidade extraordinária contra influência química. Eles são quimicamente inertes, porém em temperaturas acima de 260°C eles tendem a craquear e liberar vapores tóxicos.

    Sem um programa de Lubrificação adequado e um programa de Contaminação Zero implantado,  a Confiabilidade não existe!

    Para ler mais sobre este e outros assuntos acesse o site Consultoria e Engenharia ou o link abaixo:

    http://consultoriaengenharia.com.br/sem-categoria/gerenciamento-do-risco-em-trabalho-em-telhados/

    * Este artigo foi escrito por

    JULIANO MATOS RIBEIRO

    Técnico de segurança do trabalho MTE: 0032281/PA Especialista em trabalho e resgate em altura e espaço confinado - Sistema COLLEGE TASK Segundo socorros - PREV FIRE Formação de Brigada de Emergência - FAB FORÇA AÉREA BRASILEIRA Supervisor de Espaço Confinado e Resgate em Espaço Confinado - SURVIVAL SYSTEM OARC - Operação Acesso e Resgate em Corda RTVA Resgate Técnico Vertical Avançado - TASK COLLEGE Supervisor de Trabalho em Altura -TASK COLLEGE Gestão de EPI - TASK COLLEGE Pessoa Competente em Proteção Contra Queda - NR35, OSHA, ANSI CSA- CAPITAL SAFETY LinkedIn Decibel Engenharia
    http://consultoriaengenharia.com.br/sem-categoria/gerenciamento-do-risco-em-trabalho-em-telhados/
    Notícias relacionadas:

    Serviços

    O Sindipesa mantem convênio com a Paulicon consultoria nas questões relacionadas a legislação que afeta o transporte rodoviário de cargas, de trânsito, tributária e trabalhista através do telefone (11) 4173-5366

    

    Sócios Mantenedores