• 06/03/2017

    Chega de atalhos, por Luiz Marins


    “Até quando eu, você, nós brasileiros vamos buscar atalhos para os problemas em vez de enfrentá-los e resolvê-los? Até quando continuaremos a tentar tapar o sol com a peneira? Até quando iremos nos auto enganar e dar voltas em vez de enfrentar os fatos brutais de nossas vidas e da nossa realidade concreta? ”

    Esse foi o tema da discussão que propusemos a um grupo seleto de empresários, professores e executivos, após a constatação de nossa tendência de sempre buscar um atalho para resolver os graves problemas que temos em nossas vidas - seja na esfera pessoal, empresarial e política - e com essa atitude nunca enfrentamos de fato os problemas para resolvê-los, mas apenas os adiamos e os tornamos ainda maiores e mais graves.
     
    Independentemente de qualquer conotação político-partidária, temos sérios problemas nacionais, estaduais e municipais na saúde, na educação, na previdência, na excessiva carga tributária, na legislação que incentiva o desemprego que é excessivamente onerado, na corrupção pouco enfrentada, na segurança pública, nas rodovias, nos portos e assim por diante. Em nossas empresas sabemos ter problemas de qualidade, produtividade, desengajamento, desunião, desvio de recursos e corrupção, mau atendimento aos clientes, complacência com fornecedores, etc. E cada um de nós sabemos os inúmeros defeitos que temos como pessoa e com os quais convivemos há anos sem coragem e decisão para enfrentá-los e resolvê-los. Até quando? Essa foi a discussão!
     
    E a conclusão a que chegamos é que, passado o Carnaval - uma festa que existe exatamente para nos tirar da realidade do dia a dia - talvez seja a hora de começarmos a enxergar o que não queremos ver; de ouvir o que não nos agrada escutar e de fazer o que é difícil mas deve ser feito. Talvez seja a hora de dizer “não” à nossa constante busca de atalhos e finalmente enfrentar e resolver os problemas, sem atalhos, sem rodeios.
     
    Pense nisso. Sucesso!

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